A rotatividade não é um custo operacional; é um sintoma caro de falhas estratégicas na gestão de talentos.
Em um mercado de trabalho volátil, o turnover voluntário tornou-se a principal “dor” financeira do RH. O Brasil, em particular, enfrenta um cenário agudo. Um estudo da Robert Half, utilizando dados do CAGED, chegou a posicionar o Brasil com uma das maiores taxas de rotatividade do mundo, atingindo 56% em medições recentes, um índice alarmante que ilustra a “porta giratória” nacional.
O problema é que a maioria das empresas calcula apenas os custos de rescisão. A dor real é muito mais profunda. A Society for Human Resource Management (SHRM) quantifica o custo total de substituição de um funcionário de forma conservadora:
De 6 a 9 meses do salário do funcionário para posições técnicas e administrativas (SHRM, 2022).
Para posições executivas ou de alta especialização, esse custo pode saltar para 200% do salário anual (Gallup, 2019).
Uma empresa com 1.000 funcionários e uma taxa de turnover de 20% (considerada “normal” em alguns setores) está, na verdade, arcando com o custo de substituir 200 pessoas anualmente. Se o salário médio for R$ 5.000, o prejuízo financeiro direto pode ultrapassar os R$ 6 milhões anuais, sem contar os custos ocultos de perda de produtividade, sobrecarga da equipe e queda no moral.
O erro fatal é presumir que a saída é inevitável ou puramente salarial. O Work Institute, que analisa milhões de entrevistas de desligamento, é categórico: três em cada quatro (75%) das causas de turnover voluntário são preveníveis (Work Institute, 2024).
A principal razão de saída, consistentemente por mais de uma década, não é o salário. É a falta de desenvolvimento de carreira (21% das saídas). No Brasil, pesquisas (Koru, 2024) colocam a “Falta de Oportunidades de Crescimento” (45%) e a “Insatisfação com a Gestão” (41%) no topo absoluto das razões de demissão.
A EFW INC. ataca o turnover com dados, não com “achismo”. A dor da “porta giratória” só é curada quando se entende exatamente onde a experiência do colaborador está falhando.
Implementamos o Diagnóstico de Maturidade de Integração (DMI), uma ferramenta de pesquisa preditiva que age nos pontos de inflexão onde o turnover é gerado: no Dia 5 (alinhamento de expectativa), Dia 45 (suporte gerencial) e Dia 90 (visão de futuro).
Ao identificar os colaboradores em “risco de saída” antes que eles atualizem o LinkedIn, transformamos o RH de reativo em preditivo. Não esperamos a entrevista de desligamento; nós a evitamos com stay interviews (entrevistas de permanência) direcionadas e ações de desenvolvimento de gestores.